Publicando sem comentar. “Dia 29 de Junho de 2013 foi o dia mais negro do ano para minha família, nossos corações estão sangrando. Continuamos a respirar porque este é um movimento involuntário. Duas semanas já se passaram, mas nossas feridas estão abertas esperando por justiça. Aliás, alguém pode me dizer se existe JUSTIÇA para pobre no Brasil? Minha querida irmã fez o pré-natal, todos os exames deram Ok, nenhuma anomalia. Foi para o hospital quando começou a sentir as contrações lá chegando não havia maqueiro. Meu cunhado subiu as pressas com ela empurrando a cadeira de rodas. Minha irmã, além de ter demorado horas para ser atendida, pois a médica Maria de Fátima Nolasco estava muito ocupada ao celular, teve que se locomover várias vezes sozinha andando da sala de pré-parto para a sala de parto, enquanto já estava em trabalho de parto clamando: ” Pelo amor de Deus doutora eu não aguento mais minha filha está nascendo, faz a cesárea em mim”. A médica muito ocupada com assuntos importantes ao celular entre uma ligação e outra, debochadamente imitava a súplica de minha irmã. Minha irmã foi cortada embaixo e na barriga, minha linda sobrinha morreu. Minha mãe recebeu a notícia: “A criança morreu, dê graças a Deus que sua filha escapou”. Minha irmã e sobrinha saudáveis, gravidez sem risco. Em pleno século XXI ainda acontece essas coisas, inacreditável Esta médica continua recebendo seu salário. Minha irmã está se recuperando do parto, dos cortes, do vazio. Não sei se se recuperará. Há um mês eu, meu esposo, minha sogra e cunhada visitamos minha irmã levamos roupinhas para a pequena Jéssica. Juntos olhávamos as roupinhas, sapatinhos o carrinho e imaginávamos como tudo seria. No dia 29 de Junho acompanhei, por telefone, as primeiras contrações, a entrada da minha irmã no hospital e recebi, desesperadamente, a notícia da morte da criança. Viajei para o Rio de Janeiro para enterrar minha sobrinha e cuidar das cicatrizes da minha irmã. O que eu quero? Não sei. Não posso acreditar em um país que maltrata, que mata os inocentes, que tem os políticos que aí estão.” (Vanessa Guedes – vias facebook)
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