Decerto, a sensação é a mesma para qualquer morador do município que viaja alguns dias para visitar parentes ou resolver problemas. Basta percorrer os noventa quilômetros entre Itacuruçá e o Rio de Janeiro para perceber o quanto estamos relegados à condição de cidadãos de segunda classe. Moramos e vivemos a menos de uma hora de uma das mais festejadas cidades do mundo, contudo, parecemos estar muitíssimo mais longe, não no espaço, mas no tempo. Lá, se vive os primeiros dias do ano de 2013, segunda década do século XXI. Aqui, vivemos algum momento do tempo perdido entre os anos sessenta e setenta do século XX, alternando esperanças e carências. Lá, muitas esperanças viraram realidade. Aqui, as carências continuam as mesmas ou, até mesmo, pioraram.
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