- Até meados dos anos noventa, Itacuruçá contava com uma agência bancária que, aliás, tinha como gerente o ex-prefeito Aarão. Hoje, quem tiver uma conta de consumo para pagar, precisará ir a Itaguaí para cumprir o compromisso, pagando duas passagens (ida e volta).
- No tempo do trem de passageiros, especialmente da automotriz “litorina”, ir de Itacuruçá à Central do Brasil, sentado em poltrona de couro, com ar condicionado e realizando o percurso em uma hora e dez minutos, custava (em valores de hoje) cerca de seis reais. Hoje, ir de Itacuruçá a Muriqui (sete quilômetros pela RJ 14), num ônibus que demora “horas” para aparecer, custa quatro reais. Da rodoviária Novo Rio para cá, vinte e cinco reais, mesmo assim com limitações de horário. Quem não conseguir chegar à rodoviária a tempo de pegar o ônibus das 18:30, só terá como alternativa atravessar a avenida Francisco Bicalho, esperar o ônibus da Real Rio para Itaguaí (sempre cheio nesse horário e parando em todos os pontos da avenida Brasil) e, no município vizinho mais uma condução para Itacuruçá.
- Em tempos de internet, conectar-se à rede mundial lá, no subúrbio de Irajá, por exemplo, custa trinta reais, para um acesso com velocidade de dez megabytes. Aqui, continuamos restritos a 600kb da Oi Velox, ou um pouco mais, da empresa concorrente, mesmo assim, ambas cobram mais de setenta reais pela conexão.
- Lá, a recepção de canais de televisão abertos, é possível, com excelente qualidade de imagem, até através de pequenas antenas internas. Aqui, ou paga-se (caro) por uma antena parabólica ou pela assinatura de TV a cabo.

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