Em meados do século XVI e XVII, à época da escravidão no Brasil, as telhas para construção dos telhados das casas eram feitas de barro e, para ganhar forma, moldadas nas coxas dos escravos. Como o formato das coxas variavam de escravo para escravo, cada telha adquiria um formato diferente, dificultando o encaixe de uma na outra, tornando disforme e mal acabado o telhado das casas. Com a revolução industrial, a evolução e mecanização da fabricação de telhas e a industrialização em geral, o processo de fabricação das telhas conseguia produzir, progressivamente, produtos de alta qualidade e de formatos uniformes. As telhas com defeito (baixa qualidade e/ou disformes) eram rejeitadas. Como forma de gozação, surgiu a expressão “feito nas coxas”, para se referir a alguma coisa mal feita.

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