Ao que parece, a prática de “troca de favores” com os poderosos de ocasião não é invenção dos nossos tempos. No último parágrafo da carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, ele aproveita a oportunidade para pedir a libertação e transferência, para a côrte, de um genro que se encontrava preso em uma colônia. Assim diz ele: “E, pois que, Senhor, é certo que, assim neste cargo que levo, como em outra qualquer coisa que de vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro – o que d’Ela receberei em muita mercê.”

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