quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vale a pena ler de novo

Postagem publicada no blog no dia 26 de junho de 2011 (há quase um ano), alertava quanto à necessidade de maior segurança nas festas juninas do distrito. Trezentos e cinquenta e três dias depois, o chefe do poder público municipal, que se considera “o prefeito mais festeiro que o município já teve”, não tomou qualquer providência, seja no que diz respeito à organização e recuperação da tradição junina, seja no quesito policiamento e segurança. Assim, um ano depois, Itacuruçá vive dias de tragédia, com a morte de um de seus jovens filhos. A postagem de um ano atrás sob o título “Depois da meia noite” já apontava o problema:

“As festas juninas, em Itacuruçá, perderam, nos últimos anos, praticamente todas as características típicas da tradição. Hoje em dia, já não existem barracas de doces, maçã do amor, pescaria para crianças, milho cozido, quentão, coelho na toca, paçoca, pé-de-moleque, etc. Praticamente em todas as festas, seja a da rua João Menino, a do Cerrado, a de São Pedro ou a Festa de Santana, o que encontramos são barracas de um tal “pastelaço” entremeadas de outras de “caipivodka”. Eventualmente, aparece alguma com linguiça calabreza frita na chapa ou de acessórios femininos. De maneira geral, essa situação se deve à opção dos organizadores pela “venda” de espaço para os barraqueiros, sem nenhuma exigência quanto ao que será comercializado (apenas o pagamento da taxa). Como consequência, a mistura de “nada a fazer” com álcool, está provocando uma verdadeira onda de brigas em todas as festas, quase sempre ocorrendo depois da meia-noite. Ontem, sábado, na festa em homenagem a São Pedro, (depois da meia noite, claro) duas mulheres se desentenderam, iniciaram uma briga e um dos maridos sacou uma arma. Disparou três tiros para o alto. As pessoas se atiraram na areia da praia, fugindo de eventuais balas perdidas. O policiamento… bem.. como sempre em Itacuruçá, o policiamento só chega quando não existe mais nada a fazer (nem ninguém a prender). Passa da hora de o poder público interferir, ajudando orientando, apoiando, fiscalizando e, especialmente, policiando nossas festas. Lembremos que a festa de Santana já foi atração turística do município”.

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