domingo, 3 de junho de 2012

Não é só aqui

Não é só na Marambaia que o relacionamento da Marinha com os descendentes dos antigos escravos é difícil. Os moradores do quilombo de Rio dos Macacos, nas proximidades da base Naval de Aratu, na Bahia, acusam militares de terem, seguidas vezes, agredido vários deles, física e moralmente, feito ameaças de morte, danificado moradias e, entre outras reclamações, dificultado o direito de ir e vir, garantido pela Constituição, o que até já contribuiu para a morte de bebês e de gestantes. Em 22 de maio, representantes do quilombo estiveram em Brasília, para entregar aos deputados da Comissão Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados cópias de boletins de ocorrências policiais com os registros oficiais das agressões e ameaças. Acrescentaram que a situação está insustentável, com riscos de que o pior possa acontecer. O conflito entre as 50 famílias do quilombo com a Marinha ocorre porque os militares querem a saída dos 500 moradores dessa área, considerada de segurança. Os descendentes dos escravos garantem que seus ancestrais chegaram há mais de 200 anos e a CF/88 lhes assegura o direito às terras.

Matéria: Professor lauro

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