A propósito do trágico acontecimento da madrugada do último domingo, uma senhora de Itacuruçá, ao comentar o fato com algumas pessoas, questionava a perda de alguns valores morais essenciais da humanidade, nesses anos que correm. Dizia ela que, no seu tempo de juventude, também havia brigas de rua entre jovens “plenos de testosterona”. Os motivos, os mesmos banais de sempre: ciúmes de namoradas, demarcação de território, excesso de álcool, etc. A grande diferença, no entanto, era a absoluta lealdade entre contendores. Era “briga na mão” e um contra um. Além disso, passado um primeiro momento de desforço, ou quando os assistentes percebiam que um ou outro estava derrotado, interferiam na refrega separando os brigões. Confrontando suas memórias com o trágico acontecimento, ela concluiu o pensamento atribuindo parte da responsabilidade pela morte do rapaz a todos os presentes, que se omitiram; que não interferiram enquanto ainda era tempo. “Aquele que viu o agressor armado e não lhe segurou a mão, também tem responsabilidade no resultado final.”

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