Em tempos de Rio + 20, todos paramos um momento para prestar atenção no que a humanidade está fazendo com o meio-ambiente. O fato é que não dá para creditar os atuais problemas do mundo a essa entidade abstrata chamada de “economia globalizada”. Todos nós, inclusive aqui no nosso minúsculo município, temos nossa cota de responsabilidade. Um exemplo é o da degradação que aconteceu aqui em Itacuruçá nos últimos trinta anos. Por exemplo, contar, hoje, mais parece uma daquelas histórias de pescador que ninguém acredita. No entanto (os mais velhos podem confirmar), a vida marinha por aqui já foi riquíssima. Claro que, vendo a situação atual, com o mar fedendo a esgoto do Iate ao Axixá, não dá pra acreditar que era possível pescar robalos, corvinas, arraias, prejerebas e peixes-rei, entre várias outras espécies, na ponte da capitania, ou camarões, siris e lulas na praia, ou ainda, badejos, nas pedras do Axixá. Indo mais longe, nessa ponte já foi capturado um mero de quase 200 quilos (na linha). Atualmente, quando um ocasional pescador consegue pegar uma cocoroca de vinte centímetros já se considera um vitorioso. Dois são os principais motivos dessa situação: a destruição do mangue para a construção da marina e a ausência de tratamento de esgoto.

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