Dizia o falecido técnico de futebol e comentarista esportivo João Saldanha, que chega uma hora na disputa em que o que importa saber é “quem tem garrafas vazias pra vender”. A pergunta fazia parte da avaliação de que sempre haveria um ponto em que todas as forças e trunfos daqueles que disputavam uma partida já estavam na mesa. Assim, era a hora de saber quem ainda poderia dispor de um último recurso (mesmo que fossem aquelas garrafas vazias e sem serventia, guardadas num canto qualquer) para, num último lance, superar o adversário. A imagem vem bem a propósito da situação das tentativas de entendimento quanto às coligações nas eleições proporcionais de outubro próximo. Se, antes, a disputa dos quase quinze partidos de oposição ao atual governo era para saber quem seria o vice, hoje, as acaloradas discussões seguem no sentido de saber quais partidos integrarão a coligação proporcional que terá o PDT como um dos participantes. O que se constata é que ninguém quer ficar de fora da “ligação direta” com a deputada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário