Notificado da existência de dois casos de dengue em Muriqui, na semana passada, o servidor responsável pela aplicação de inseticida, através daqueles carros chamados de “fumacê”, foi cumprir sua tarefa. Com a planilha na mão, indicando os pontos principais do foco, ele começou seu trabalho pouco depois das seis da manhã. Quarenta minutos depois, foi interpelado por um funcionário da prefeitura que lhe “mandava” desligar o equipamento porque algumas pessoas reclamaram de ele ter passado na rua de um supermercado (ainda fechado) e que isso poderia causar contaminação nos alimentos e que havia recebido reclamações de pessoas que “passaram mal” com o inseticida. Ciente de que a responsabilidade pelo combate ao mosquito da dengue é de servidores do governo federal, portanto, sem subordinação à prefeitura, o servidor (que é servidor federal) respondeu que continuaria sua tarefa e recebeu como resposta a clássica atitude arrogante: “vou ligar pro secretário!”. Nesse imbróglio todo, como ficamos nós? Quem vai assumir a responsabilidade pelos casos de dengue que eventualmente aconteçam? Será que esse “secretário”, ou mesmo o funcionário que se considera “dono” de Muriqui assumirão a responsabilidade quando alguém morrer de dengue hemorrágica? Ou será que farão como no caso da hepatite e colocar a “culpa” na população?

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