13 de maio III – O racismo à brasileira
Diz o cantor e compositor Martinho da Vila que falar de racismo, no Brasil, depende muito do ponto de vista. É como um carro que capota. Quem está fora do automóvel vê de um jeito e diz que “não foi nada”. Quem está dentro, sabe exatamente como aconteceu. Assim é o racismo no Brasil. Quem não é visualmente negro nem percebe em que momentos ele ocorre. Não se dá conta da discriminação embutida em palavras, costumes, olhares. Às vezes, ele mesmo as usa inocentemente. Alguns exemplos são clássicos: “Fulano, lembra? Aquele pretinho, mas é uma ótima pessoa”. “Estão denegrindo a imagem do prefeito”. Outro fato a se registrar está nas estatísticas do IBGE. Dizem os estudos que, em média, os negros recebem, pelo mesmo trabalho, 70% do que recebem trabalhadores brancos nas mesmas condições. As mulheres negras são duplamente discriminadas, por serem mulheres e por serem negras, assim, para os mesmos trabalhos, recebem metade do que ganharia um homem branco que se proponha a realizar a mesma atividade.
Matéria: Professor lauro
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