terça-feira, 8 de maio de 2012

13 de maio - capítulo II

Os livros de história sempre apresentaram a Princesa Isabel como “a redentora” que, portanto, mereceria receber todas as homenagens pela coragem em assumir o fim da escravidão no Brasil. Entretanto a verdade dos fatos foi bastante diferente. A chamada “campanha abolicionista” durou vários anos e muitos historiadores a colocam como a maior mobilização popular que o país já viveu. Proporcionalmente maior que a das “diretas já”, as passeatas contra a ditadura ou as do impeachment do ex-presidente Collor. Ao ceder à pressão popular, a princesa atraiu a ira das classes dominantes contra o regime monárquico. Assim, pouco mais de um ano depois (1889) a família real foi destronada e implantada a república. Outra “vingança” dos escravocratas foi acatar a libertação dos escravos, mas não dar-lhes emprego. Preferiram importar trabalhadores de outros países, como japoneses e italianos. Os negros ganharam a liberdade, mas não tinham emprego nem onde morar. Foram se abrigar nas periferias e nas encostas dos morros, dando origem às favelas. Até mesmo o galpão que guardava os registros sobre a escravidão foi queimado, a mando de Rui Barbosa, como forma de evitar a possibilidade de os recém libertos recorrerem á justiça em busca de indenizações. No caso de Mangaratiba, que à época da escravidão era cidade tão importante a ponto de contar com um teatro e constantes visitas do imperador Pedro II, com a Abolição, entrou em tamanha decadência que chegou a ser extinta e anexada a São João Marcos. O Comendador Breves preferiu ver a ruína do seu “reinado do café” a ter de pagar salário aos trabalhadores negros. Seu abatimento foi tão severo que, pouco mais de um ano depois, ele morreu (provavelmente de desgosto).

Matéria: Professor lauro

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