Diz uma música do Djavan: …”sabe lá, o que é morrer de sede em frente ao mar”. Nesta sexta-feira da paixão, mesmo estando bem em frente o mar, os moradores de Itacuruçá sofrem, para conseguir honrar a tradição de comer peixe. O entreposto da colônia de pescadores, reformado (segundo dizem) com financiamento das empresas do Eike Batista, até hoje não abriu as portas. Contam alguns pescadores que o preço cobrado pela atual administração da colônia não vale o sacrifício. Assim, preferem expor suas mercadorias na beira da praia ou em banquinhas espalhadas pela cidade. A alternativa, a peixaria ao lado do mercado Costa Verde, vende frutos do mar oriundos da Ceasa. Todos praticam preços altíssimos, a ponto de vários moradores preferirem ir a Itaguaí para comprar peixes. E dizer que Itacuruçá já foi um dos maiores fornecedores de pescado para o Rio de Janeiro, a ponto de, no tempo do trem, haver um desvio para vagonetes que embarcavam, todos os dias, pescado para a capital.
Matéria: Professor lauro

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