sexta-feira, 13 de abril de 2012

Adrenalina e radicalismo em Itacuruçá

Uma modalidade esportiva um tanto diferente. A turma que pratica o skate dawnhill chama a atenção de quem passa pelas estradas íngremes de Itacuruçá e Muriqui, em Mangaratiba, e se depara com a equipe de skatistas “Tomahawk ao Cubo”, que significa um míssil muito veloz. A equipe é formada por Alan Pierre mais conhecido como Jack, Roger Camilo, André Lima, Diego Rosa e Felipe Sampaio todos moradores de Itacuruçá, que praticam a modalidade há seis anos e são pioneiros na região Costa Verde.
O universo dos skatistas dita tendências, ao criar um estilo próprio, marcando várias gerações. Estão aí incluídos aspectos como o vestuário, exibindo uma moda em que se destacam roupas, calçados e acessórios que garantem a flexibilidade de movimentos, favorecendo as manobras mais variadas e radicais. Uma marca registrada desse gurga roupa é o estilo despojado de ser.
Na modalidade dawnhill, o skate passou por muitas mudanças, com as manobras comuns às pistas tradicionais cedendo lugar a movimentos radicais e inusitados, que têm como palcos principais as descidas de serras, com muitas curvas. Ali a velocidade podem chegar facilmente a 87 km/h e até 115km/h.

De acordo com Jack, que treina três vezes por semana com a equipe Tomahawk, na Estrada RJ 14, em Itacuruçá, a velocidade e os slides (manobras) que o skatista faz determinam quem sai vencedor durante uma prova. Para que isso aconteça o skate deve ser adequado à modalidade. “É comum nesse estilo abusar nas curvas e conseguir bons slides. Para isso, a roda do skate deve ser um modelo slick, feito para a galera que quer descer no asfalto, ou a roda cross, feita para descer na grama ou na terra. Os eixos também são flexíveis e, com isso, alcançamos um bom nível de radicalidade”, explica Jack, reiterando que a equipe está em busca de patrocínio e apoio para realizar o primeiro campeonato da modalidade dawnhil na região.

Fonte e Fotos: Jornal atual

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