Ainda a propósito do Sport Clube Itacuruçá, não é só o campo de futebol que, eventualmente, é cedido pela prefeitura para atividades particulares. O clube, fundado no início do século passado e encampado pela prefeitura municipal, também é proprietário de um terreno (com uma construção em ruínas) na rua Cecília, onde já funcionou sua sede administrativa. Contudo, o local está cedido ao mesmo empresário do ramo de estacionamento, aquele da história do campo de futebol, que o utiliza para guardar barcos velhos ou criar animais. O local já foi usado, inclusive, para abrigo de cavalos. Sabe-se que a prática começou em 2005, no primeiro governo do ex-prefeito Aarão. As perguntas se multiplicam: há termo de cessão do espaço? O empreendedor paga pelo seu uso? Quando terminará essa cessão? Outros moradores podem pleitear o mesmo benefício? Ou pretende-se que tudo vá “ficando como está” até que ele, de algum modo, consiga incorporar o terreno a seu patrimônio? Uma administração pública consequente, além de não permitir essa ocupação ao arrepio da lei, já estaria estudando a possibilidade de construir, no local, um espaço multiuso para o desenvolvimento de habilidades artísticas, por exemplo, aproveitando sua proximidade com o colégio Caetano de Oliveira.
Matéria: Professor lauro
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