No caso dos medicamentos, continuam em falta nos postos de saúde. Relata um morador que, só neste mês, já foi ao PS quatro vezes, em busca do medicamento captopril (para hipertensão) e voltou de mãos vazias. Os diabéticos só conseguem a necessária insulina diretamente na secretaria de saúde, em Ibicuí. No caso do asfalto da rua principal da Brasilinha, basta transitar por ela para ver que continua no “paralelepípedo” com um pequeno trecho de asfalto fino, resultante da “sobra” do material utilizado para fazer a interligação com o viaduto. Há mais. Muito mais. Para conhecer tudo o que foi repassado pelo governo federal a Mangaratiba, basta clicar no link a seguir.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Você sabia?
- Que o trecho do Cerrado da RJ 14, pelo menos no papel, está totalmente pavimentado com lajotinhas intertravadas iguais às que vão do largo do sapo até a passagem de nível? Foi isso o que descobriu o vereador Gustavo Busse, analisando documentos da prefeitura.
- Que, de março deste ano até dezembro, a prefeitura conta com um contrato de publicidade pelo qual pagou mais de dois milhões de reais? Em que tipo de propaganda esse dinheiro foi gasto ninguém sabe, ninguém viu. Quem descobriu o “malfeito” foi o vereador Dr. Simões.
- Que das dez medições quanto à qualidade das praias, feitas pelo INEA na estação de controle de Muriqui, sete a consideram “Imprópria / Não recomendada ao banho de mar” e três “Própria, com restrições”. Contudo, no portal da transparência, a prefeitura recebeu R$1.304.805,50 do Ministério da Saúde, para aplicar em “Sistema de esgotamento sanitário.”
- Que esse portal da transparência do governo federal relaciona “tintin por tintin” cada centavo enviado para Mangaratiba? Nesses convênios constam, por exemplo: do Ministério da Saúde, R$ 500.000,00 para aquisição de medicamentos para hipertensão e diabetes; do Ministério das Cidades R$ 493.100,00 reais para a construção de calçadas e pavimentação asfaltica na via que liga o 3o Distrito ao viaduto recém construído (Avenida Décio Nogueira de Oliveira). Para ambos, ainda não há prestação de contas ao governo federal.
A propósito
Uma manobra dos advogados da coligação adversária à da deputada, que pretendiam participar do processo no TSE, foi abortada pela ministra Laurita Vaz nos seguintes termos: “Indefiro o pedido de assistência à míngua de demonstração de interesse jurídico próprio nos autos em referência.”. Registre-se que a ministra ainda sequer se manifestou quanto ao Agravo Regimental protocolado no TSE no início de setembro, em contraposição à decisão do ministro Gilson Dipp.
E segue o barco
Como era esperado, o Tribunal Regional Eleitoral, manteve o indeferimento da candidatura da deputada Andréia Busatto. Todavia, mesmo que os “batedores de tambor” façam alarde, nada muda na campanha. O processo segue, agora, para o Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, e a campanha continua, com as reuniões, comícios e carreatas já marcados. Quanto ao que o futuro nos reserva, o passo seguinte será a manifestação do Tribunal Superior, em sessão colegiada, não cabendo manifestação de um só ministro. Não deve haver manifestação do TSE antes do dia 7 de outubro, já que o tribunal só realizará três sessões até o dia das eleições e há mais de dez mil processos para serem julgados. Assim, o nome e número da candidata estarão nas urnas e ela poderá ser votada sim. O fato, político e jurídico, é que ela assume e governa.
Reta final III
Faltam 11 dias para as eleições 2012
Frase do dia
O principal documento da cidadania é o título de eleitor. São os cidadãos que autorizam seus representantes a tomarem as decisões, como se as tivesse efetiva e pessoalmente adotado.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Treinando o cidadão
Para quem quiser treinar a votação do próximo dia 7 de outubro, o TSE colocou em seu site um simulador da urna eletrônica. A página contém instruções sobre como utilizar a urna para votar tanto no candidato quanto no partido, além da opção do voto em branco. Ao simular o voto, o eleitor pode treinar a ordem de votação, para ser mais ágil no dia da eleição. Nas Eleições 2012, a ordem de votação será em primeiro lugar para vereador e depois para prefeito. Portanto, o eleitor deve digitar os cinco números do vereador escolhido e, em seguida, o voto para prefeito, com dois dígitos. Justamente por ser um simulador, o sistema oferece ao usuário a opção de votar em candidatos de cinco legendas fictícias: o Partido do Folclore (PFolc) – 91, o Partido dos Ritmos Musicais (PMus) – 92, o Partido das Profissões (PProf) – 93, o Partido das Festas Populares (PFest) – 94, e o Partido dos Esportes (PEsp) – 95. Quer experimentar? Clique neste link.
Registro
É importante registrar que o moderador do blog sequer conhece nem, muito menos, tem qualquer tipo de relação com o prefeito de Japeri. A divulgação da notícia, de forma analítica ou crítica, tem o sentido de jogar luz sobre fatos criminosos que ocorrem país afora à custa do dinheiro do contribuinte. Cargos públicos não podem continuar sendo atalhos para o enriquecimento de pessoas à custa da população.
E se?
E se o relógio no pulso do prefeito da cidade de menor índice de desenvolvimento humano do Rio de Janeiro se tratar apenas de uma cópia barata? Aí teremos a comprovação de mais um crime. Um gestor público, especialmente o chefe de um poder local, não pode esquecer que a pirataria alimenta a sonegação de impostos. A aquisição de produtos de origem duvidosa contribui para a manutenção e o fortalecimento de grandes organizações criminosas. Estas se beneficiam do comércio de produtos falsificados para introduzir em nosso país drogas e armas, contribuindo para o aumento da insegurança pública, do desemprego, bem como para a inibição de investimentos nas áreas de infraestrutura e pesquisa e desenvolvimento no país.
O relógio
O relógio favorito dos ladrões pode custar de R$ 10 mil até o preço de uma casa. Mas o Rolex não é só um objeto de status. O Deepsea, por exemplo, suporta até 3900 metros de profundidade, graças ao fundo de titânio e ao vidro de 0,5 cm de espessura. Vidro não, safira. O Rolex não tem bateria nem corda. A energia de que os ponteiros precisam vem do “rotor perpétuo”, um peso em forma de meia-lua que gira livre em torno do próprio eixo. O movimento do braço faz esse pêndulo girar, e a força é liberada a conta-gotas para os ponteiros. As versões em ouro passam fácil dos R$ 100 mil. (Fonte: Revista Superinteressante)
O Prefeito
Assim diz o texto oficial de apresentação do prefeito de Japeri, Ivaldo dos Santos, o Timor. “Nasceu em 28 de fevereiro de 1968. Abandonado pela mãe aos 4 anos, foi criado pelo pai, que enfrentava problemas de saúde. Aos 7 anos começou a trabalhar como camelô para ajudar no sustento da família. Estudou em escolas públicas até o ensino médio e, com a força de seu trabalho, aos 14 anos comprou sua casa no bairro Santa Inês, distrito de Engenheiro Pedreira, onde mora até hoje com sua esposa e três filhos. Aos 22 anos Timor comprou sua primeira lanchonete e, com muito trabalho, foi conquistando seu espaço na sociedade. O convívio diário com os principais problemas que atingem a população, e com sua determinação em ajudar os mais carentes, resolveu se candidatar a vereador, sendo eleito em 2004, com 1.392 votos. Atendendo aos pedidos dos moradores e determinado em poder colaborar ainda mais para o crescimento de Japeri, se candidatou a prefeito, sendo eleito pela vontade da maioria da população em 2008, com 16.657 votos, o que corresponde a 33,47% dos votos válidos.” Pergunta-se: quem tem essa história de vida tem condições de “pendurar no pulso” um relógio que vale mais que um apartamento?
Esclarecendo
Um leitor do blog questionou a informação a respeito do relógio no pulso do prefeito de Japeri Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, publicada aqui no blog, repercutindo nota do blog do jornalista Ancelmo Góis. Em sua manifestação o leitor questiona a possibilidade de o relógio ser pirata (falso) ou de o prefeito Timor dispor de recursos para comprá-lo.
A propósito
Apesar dos esforços dos policiais militares que trabalham no policiamento regular, são vários e comuns os relatos de demora no atendimento às ocorrências. De outra parte, a inexistência de algum tipo de subdelegacia da Polícia Civil no distrito (vale para Muriqui também), faz com que inúmeras ocorrências sequer sejam registradas. O motivo é que o queixoso tem de se deslocar até a 156 DP, lá no Ranchito, para fazer o registro. Isso leva muitos a desistir.
Menos
Em questões de segurança pública, é evidente que há de se considerar aquilo que os especialistas chamam de “manchas de ocorrências”, ou seja, os registros de áreas onde a criminalidade mais acontece e que determinam a alocação de policiamento. Essa seria a razão para se designar tantos policiais para a Rocinha. Todavia, lembrando que, nos últimos três meses, tivemos mais de uma dezena de casos de furtos e roubos à mão armada aqui no município, será que já não passa da hora de rever o tamanho do contingente policial da área?
A propósito
A implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na última semana na Rocinha, no Rio de Janeiro, nos leva a questionar os parâmetros utilizados para a segurança pública no nosso município, em particular no distrito de Itacuruçá. Lá, para uma população de cerca de setenta mil habitantes, o policiamento será feito por cerca de setecentos policiais, que ainda contarão com câmeras de vigilância. Enquanto isso, por aqui, para uma população de cerca de sete mil moradores, fora da temporada de verão (dez por cento da Rocinha), contamos apenas com quatro policiais permanentes e uma viatura que faz rondas eventuais. Numa comparação simples, se lá na Rocinha são setecentos policiais para setenta mil habitantes, aqui deveriam ser setenta policiais para sete mil habitantes.
Segurança pública
Após um pequeno intervalo sem o registro de nenhum incidente, o município volta a conviver com notícias de furtos e roubos. No último final de semana ocorreu, na Rio Santos, na altura do posto Capixaba, uma troca de tiros entre policiais militares e bandidos que se deslocavam em motocicletas. Informações, ainda desencontradas, dão conta que um teria sido morto e o outro preso.
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