terça-feira, 7 de agosto de 2012

Até que enfim

Finalmente, uma cabeça iluminada do município entendeu que existem várias outras formas de divulgação da cidade, além das “invasões de praia”. A Fundação Mario Peixoto, com o apoio da Academia Mangaratibense de Letras e Artes, está promovendo o I Concurso Nacional de Contos de Mangaratiba. O concurso receberá inscrições até o dia 30 de agosto. Poderão participar escritores de todo o país, ou até mesmo brasileiros que moram no exterior. Os contos deverão ser inéditos e o autor do melhor será premiado com mil reais. Maiores informações no site da prefeitura.

Descansem em paz

A obra entre o condomínio Solar de Itacuruçá e o antigo DPO, que removia ossos e crânios do que provavelmente foi um antigo cemitério, para construir, no local, um prédio, foi interrompida pela polícia.

O vento Vieira

Nessa sexta-feira de clima tranquilo de inverno, Mangaratiba foi varrida por um vento forte que agitou a política. Correu no município a notícia de que o juiz da 54ª Zona Eleitoral, Milton Soares, negou os pedidos de registro das candidaturas da deputada Andréia Busatto e de quatro dos atuais vereadores, a saber: José Carlos Costa, José Carlos Simões, Edison Ramos e Marquinho da Ilha. Ao que parece, os advogados da deputada já ingressaram com recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral, o que lhe assegura o direito de continuar a campanha. Quanto aos quatro vereadores, ainda não conseguimos apurar maiores informações. O site do TSE (Divulgacand) até o fim da madrugada não havia sido atualizado.

Tiros no pé

Diria o ex-bêbado da esquina (que, a propósito, voltou a beber): “quem tem amigos assim não precisa de inimigos”. O superintendente de trânsito é mais um a se somar aos membros da equipe do atual prefeito que mais atrapalham do que ajudam em sua campanha. Hoje foi ele. Ontem, alguém do comitê de Itacuruçá, que dispensou uma candidata que queria trabalhar na campanha sob o argumento de que era muito gorda. Além disso, os servidores estão precisando adiar férias porque não há dinheiro para o pagamento dos adicionais devidos. Mais ainda, os fornecedores já começam a se rebelar, querendo receber o que lhes é devido. Tudo isso a menos de setenta dias das eleições. (foto blog da Leila)

O supervisor - o retorno

Em apoio integral aos blogs da Leila e do Lacerda, “Notícias de Itacuruçá” também reproduz a manifestação da Sra. Karolina Rocha a respeito do tratamento recebido pela cidadã ao procurar atendimento para uma demanda junto à prefeitura de Mangaratiba, especificamente na superintendência de trânsito. Publicação na íntegra a seguir: “Hoje em contato com a secretaria de transito de Mangaratiba, para solicitar autorização para entrada na cidade de um grupo de turismo, fui atendida pelo sr Lopes que me orientou quanto ao procedimento ser tomado. Ao retornar ligação para solicitar esta autorização ao pedir para falar com o Lopes o sr que me atendeu, simplesmente me tratou com uma ignorância, falou que o Lopes não sabia de nada, não autorizava nada, que eu também não tinha que saber de nada, quem sabia era ele (e muitas coisas mais). Este senhor foi identificado pelo Lopes como João Luiz – superintendente da secretaria de transito. Além de toda ignorância sem sentido que no mesmo momento perguntei a ele porque de tudo aquilo, se eu estava fazendo o que me foi orientado, este senhor desligou telefone sem ao menos terminar o meu atendimento (no popular desligou na minha cara), me mandou para o inferno. Na terceira ligação falando novamente com o Lopes, escutava o sr João Luiz aos gritos que não iria autorizar meu grupo, que não tinha mais vagas. Alguma posição tem ser tomada contra isso, a secretaria de transito de Mangaratiba, não é a residência dele que ele pode fazer o que quer, inclusive palavras que ele próprio utilizou que ele não deve satisfações a ninguém. É uma postura inadmissível, cometida por um agente publico, durante o exercício de função; uma pessoa que está tratando de assuntos de interesse do município e não de interesse próprio; este senhor João Luiz está usando de abuso de poder, improbidade administrativa.
Atenciosamente, Karolina Rocha”

Servidor público

Muita gente, quando “sobe num tijolinho” de posição com algum poder, esquece o princípio básico da função pública que é servir à população. Há cerca de um ano, como presidente da Associação de Moradores da Brasilinha, em Itacuruçá, o moderador deste blog teve de enfrentar a atitude de prepotência do senhor João Luiz, superintendente de trânsito do município. Naquela ocasião, a demanda dos moradores do bairro era de a prefeitura instalar redutores de velocidade na principal avenida que, com a abertura do viaduto, estava se transformando em pista de alta velocidade. Feito o requerimento ao prefeito, apoiado num abaixo-assinado com quase cem assinaturas, esse mesmo senhor respondeu (por escrito no processo) negando o pedido: “A população não sabe de nada. Não se usa mais quebra-molas como redutores de velocidade”. Nesse mesmo processo respondemos: “A população não precisa saber nem como nem quem vai resolver o problema. O que queremos é que o poder público tome alguma providência para garantir a tranquilidade das famílias do bairro”. Tomando conhecimento do fato, o prefeito Capixaba (corretamente) determinou que esse supervisor procurasse, pessoalmente, o presidente da Associação e comunicasse que os quebra-molas seriam construídos sim, e foram.

Falar é fácil

Um morador do distrito se surpreendeu, nessa quinta-feira quando, aguardando a chegada de um ônibus, ouviu um carro de som transmitindo o jingle de campanha do atual prefeito. O que lhe chamou a atenção foi uma parte da letra da música que dizia: “não vai haver perseguição”. Embatucado (palavrinha antiga essa) ficou imaginando se a mensagem quereria dizer “não vai mais haver perseguição?” Ou simplesmente “não vai haver perseguição para quem o apoiar?”.

Outra lua cheia

Frase do dia

“Por trás de cada livro existe um pensamento diferente”. (Bienal do livro de São Paulo)

domingo, 5 de agosto de 2012

Gestão

Corre numa das redes sociais do município que o prefeito adiou as férias de todos os funcionários contratados, até segunda ordem. O motivo seria a falta de recursos para o pagamento das obrigações decorrentes. Considerando que acabamos de fechar o sétimo mês do ano, isso deve ser sinal de que a folha de pagamentos foi inchada além dos limites da prudência administrativa.

Sem solução?

Conta um leitor do blog na área de comentários: “Em meados de 2006, um “andarilho” foi encontrado na Rodovia Rio-Santos (Mangaratiba) muito machucado e com fratura em uma das pernas. Foi levado para o Hospital. Mais tarde, o homem informou que se chamava “Darci” e não tinha família. Após cirurgias e recuperação, o cidadão ficou com sequelas na perna (mancando), além de visivelmente apresentar problemas mentais, como podemos confirmar com qualquer funcionário do hospital. Hoje, 01/08/2012, o Sr. Darci, como é conhecido, mora no hospital e dorme junto com os outros pacientes em enfermaria coletiva.” Acrescenta o leitor que existe outro “paciente” que há mais de 15 anos também mora no hospital. Com absoluta certeza essa não é a solução adequada para os dois casos. Em circunstâncias assim, a providência deve ser encontrada pelo Serviço Social e, de acordo com o relato do leitor, já se passaram quinze anos (várias administrações municipais) sem encontrar uma solução para o problema.

1.000 por placa

Corre, à boca pequena, que um candidato a vereador está pagando até mil reais a donos de imóveis para afixar suas placas de campanha. A ser verdade, é prudente lembrar que um senador e uma deputada federal já tiveram seus mandatos cassados pelo TSE por conta de uma denúncia de compra de votos de apenas R$ 15,00 (quinze reais).

Incorretíssimo

Os responsáveis pela equipe de trabalho em prol da reeleição do prefeito Capixaba devem, no mínimo, fazer um curso rápido do que é “politicamente correto”. Aconteceu ontem. Uma moradora de Itacuruçá procurou o comitê local do candidato. Tinha a expectativa de conseguir um desses trabalhos de rua de carregar bandeira ou distribuir folhetos. Foi dispensada pela pessoa que a atendeu. A alegação foi que ela é “gorda demais” e portanto não daria conta da tarefa que exige andar muito. (NR. Até para dizer não a alguém é preciso delicadeza.)

Roendo o morro

Máquinas e caminhões continuam retirando (legalmente) o barro do morro no final da Brasilinha. Segundo dizem, quando terminar essa fase de exploração, o espaço será loteado e nele criado um condomínio. A boa notícia é que, ao contrário do que algumas pessoas suspeitavam, nem esse espaço, nem a área de propriedade da Nuclep (que vai da última rua da Brasilinha até o viaduto) foram vendidas para a MMX. Em contato com amigos de Brasília, o moderador do blog pode assegurar que a área em questão continua pertencendo à Nuclep e que está destinada à construção de residências para o pessoal da Marinha que operará a base de submarinos, em construção pela Odebrecht.

Paraty na frente

Depois da FLIP em junho último, nossa vizinha e histórica cidade se prepara para mais um evento turístico de repercussão nacional, a 30ª. edição do Festival da Cachaça, Cultura e Sabores, que acontecerá entre os dias 16 e 19 de agosto. Como em outros anos, o evento continuará a ocorrer no Areal do Pontal, local que abriga grandes eventos da cidade, como a Feira Literária de Paraty. São esperadas 30 mil pessoas nos quatro dias de evento. A cachaça é produzida em Paraty desde o início da colonização da cidade. Em 1600 era exportada ilegalmente para a Europa.

1160%

O jornal “O Foco”, num trabalho verdadeiramente jornalístico, divulgou essa semana a evolução patrimonial de alguns vereadores dos municípios de Mangaratiba, Itaguaí e Seropédica. Os dados comparativos foram retirados das próprias declarações de bens desses vereadores, entregues à Justiça Eleitoral para as eleições de 2008 e agora para as deste ano. Chamou a atenção (e foi o destaque da matéria) que um deles teve seu patrimônio aumentado em mais de dez vezes, em quatro anos.